Nos dias 22 e 23 de novembro de 2016 ocorreu o BRICS Policy Center o Seminário “O Papel dos BRICS na Evolução da Nova Governança Ambiental, organizado pelo Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, em parceria com a Friedrich-Ebert-Stiftung (FES)BRICS Policy Center (BPC) e a Gestão de Interesse Público (GIP).

O evento promoveu o debate sobre a governança ambiental global e o regime pós Acordo de Paris, englobando as posições dos países emergentes e o papel da iniciativa privada. Foram apresentadas diferentes perspectivas acerca dos desafios colocados à negociação das mudanças climáticas e o papel dos BRICS na governança climática e o futuro do multilateralismo.

O evento contou com a participação de acadêmicos internacionais como Andrew Cooper (University of Waterloo), Steven Bernstein (University of Toronto) e Rasigan Maharajh, (Tshwane University of Technology, South Africa) e a representação de diversas Organizações como Carta de Belém, Global Policy Forum, Instituto Clima e Sociedade, dentre outros.

Algumas perspectivas expostas durante o evento:

“Os BRICS são uma iniciativa contra-hegemônica pois vai contra as instituições e uma configuração específica cristalizada no pós-guerra, mas não é alternativa pois não apresenta uma alternativa. É contra-hegemônica no sentido em que busca uma reforma da estrutura de governança global.” – Luís Manuel Fernandes, IRI PUC-Rio

“Is the BRICS the avant-garde of anti-imperialism or are they just new imperialists? For me, it’s actually both, and we have to accept this complex reality and come to terms with it.” – Rasigan Maharajh, Tshwane University of Technology

“As consequências sociais e ambientais causadas por grandes projetos financiados pelo Banco dos BRICS e outros mecanismos internacionais são importantes para aquilo que pensamos como desenvolvimento.” – Ana Garcia,UFRRJ

“Há uma leitura por parte da África do Sul e do Brasil de que os BRICS são uma ferramenta para consolidar a multipolaridade no sistema internacional, que seria, por sua vez, necessário para um cenário internacional mais democrático.” – Paulo Esteves, IRI PUC-Rio