Na última quarta-feira (23), o Instituto Escolhas, parceiro do GIP (Gestão de Interesse Público), junto ao Insper e a Folha de S. Paulo, promoveu o Fórum Desenvolvimento e Economia de Baixo Carbono, na sede do Insper, em São Paulo. Com o auditório lotado, o evento teve como objetivo trazer reflexões acerca dos desafios do Brasil para construir uma economia de baixo carbono, a partir de debates entre os palestrantes e participantes do Fórum. Já na próxima segunda-feira (28), a Folha lançará um caderno completo com todo o conteúdo debatido no evento.

Ana Toni, presidente do Instituto Clima e Sociedade, afirmou, durante o primeiro painel, que o Brasil ignora seu potencial para se desenvolver em uma economia menos agressiva para o meio ambiente, de baixo carbono. “Temos milhões de vantagens comparativas fornecidas pela natureza. As escolhas no caminho para o desenvolvimento devem considerar essas vantagens”, disse Toni.

Na segunda mesa, Luiz Barroso, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, trouxe a ideia de que o grande entrave para a transição para uma economia verde é a falta de esquema regulatório no Brasil. Ele afirma que é preciso colocar na mesa a discussão sobre medidas como precificação do carbono e certificado de emissões. Junto a ele, Celina Carpi, do Instituto Ethos, ressaltou os avanços rumo ao desenvolvimento sustentável proporcionados pelo Código Florestal.

Já nas duas últimas mesas, os palestrantes falaram sobre a importância do Brasil investir na economia da biodiversidade, baseada em tecnologia e inovação, e, também, sobre a isenção para a economia de baixo carbono ser feita com cautela, diversificando os negócios para poder oferecer um ambiente mais seguro aos investidores.

“Às vezes as estratégias vêm como pacotes prontos e não se discute quais são os melhores meios que geram menos prejuízos para a realização dessa transição”, afirmou Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal. Para Sérgio Leitão, diretor de Relacionamento com a Sociedade do Instituto Escolhas, na área ambiental existem riscos e incertezas que impedem a viabilidade de muitos negócios. “Precisamos descobrir como transformar os ativos ambientais em um mercado que ofereça segurança para o investidor”, afirmou Leitão.

Saiba mais: Especialistas elencam setores-chave para transição rumo à economia verde, País ignora potencial para desenvolver economia limpa, diz especialista, Isenção para economia verde deve ser feita com cautela, dizem especialistas e Brasil deve investir na economia da biodiversidade, afirmam cientistas

Essa notícia foi originalmente postada no site do Instituto Escolhas

Para acessar a noitícia original clique aqui

Mais informações podem ser encontradas no site do Instituto Escolhas